A Vila de Soajo

O Turismo na Vila de Soajo

Existe um conjunto de típicas casas de aldeia na recôndita e tradicional aldeia do Soajo, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês que foram recuperadas, ou construidas, mantendo a sua traça original, dotadas de toda a comodidade, permitindo ao utilizador um contacto direto com o dia-a-dia típico da vila. As casas são em granito, confortáveis e encontram-se bem equipadas. À volta, existe a possibilidade para inúmeros passeios, inclusive aos espigueiros da região. Estas casas constituem uma modalidade de Turismo, em espaço rural, vocacionada para a manutenção e aproveitamento turístico de pequenas construções de raiz popular, inseridos em aglomerados de marcada ruralidade. Este turismo em Espaço Rural pode ser praticado ficando-se hospedado em diferentes tipos de alojamento: Casas de Turismo de Aldeia Vocacionadas para a rentabilização de pequenas construções de raiz popular, inseridas em aglomerados de marcada ruralidade. As casas estão dotadas de toda a comodidade, permitindo ao utilizador uma fusão com o dia-a-dia típico da aldeia. Casas de Abrigo Casas construidas durante as campanhas de florestação do Estado Novo. São construções simples feitas com materiais tradicionais, estrategicamente implantadas em locais de fácil vigilância e grandiosa paisagem. Adequadas, de raiz, à permanência no agreste espaço serrano, têm vindo a ser objeto de remodelações com vista a proporcionar um acréscimo de conforto ao turista e uma grande proximidade ao espaço natural e selvagem. Casas Antigas e Rústicas Antigas casas senhoriais, documentam os costumes, a evolução do gosto e da arquitetura ao longo dos tempos, bem como a própria vida social. Pioneiras no Turismoem Espaço Rural, caracterizam-se fundamentalmente pelo acolhimento familiar, permitindo a quem as procura um contacto direto com o mundo rural e as suas populações.

Fontes: Miranda, Jorge. Soajo Lindoso – Cultura, Património e Natureza. I.F. – Comunicação & Imagem, 2001 O Guia da Boa Vida, 21 de Abril,www.lifecooler.com

Locais de interesse turístico

Pelourinho do Soajo


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Desconhece-se a origem exata deste tipo de monumentos. Admite-se terem surgido na Roma Antiga e daqui se estenderem às regiões romanizadas.

A partir do séc. XII constituiram símbolos de jurisdição concelhia e autonomia municipal, mas também de jurisdição feudal, dos direitos de donatários, bispos, cabidos e mosteiros.

O Pelourinho do Soajo, declarado Monumento Nacional em 1910, é constituido por uma base em três degraus que suporta uma coluna cilíndrica, decorada por uma sorridente carranca antropomórfica em alto relevo, rematada com uma enigmática laje triangular.

Eira de Espigueiros

Os espigueiros são instalações destinadas à armazenagem, secagem e conservação das espigas. Encontram-se reunidos num mesmo local, entre afloramentos de granito que lhes servem de alicerces. São construções em pedra e/ou madeira, corpo em forma de câmara estreita com fendas verticais para arejamento do espaço, telhado de duas águas e pés em pedra de formas muito simples.

Pontes Medievais
As pontes permitiam vencer os obstáculos que os rios constituiam, sobretudo nos periodos de cheias. Facilitavam as deslocações diárias de camponeses, o movimento dos guerreiros, a circulação de mercadores e constituiam também uma importante fonte de receitas financeiras. Sobre os produtos que entravam ou saiam dos concelhos era cobrado um imposto nos locais de passagem obrigatória para os mercadores.


Santuário de Nossa Senhora da Peneda (Turismo Religioso)


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O Santuário de Nossa Senhora da Peneda é um local de culto e peregrinação em terras do Alto Minho, em Arcos de Valdevez, na freguesia de Gavieira, a caminho da vila de Melgaço. Tem como data provável de início da sua construção, finais do século XVIII, a julgar pela data inscrita na coluna existente ao cimo da escadaria de acesso.

Acredita-se que neste local tenha existido uma pequena ermida construída para lembrar a aparição da Senhora da Peneda, cujo culto foi crescendo e motivou a construção do santuário. Este lugar de culto é constituído pelo designado escadório das virtudes, com estatuária que representa a Fé, Esperança, Caridade e Glória, datada de 1854, a igreja principal, terminada em 1875, o grande terreiro, o terreiro dos evangelistas e a escadaria com cerca de 300 metros e 20 capelas, com cenas da vida de Cristo.

A Festa da Senhora da Peneda é anual, tem a duração de uma semana, entre o dia 31 de agosto e 8 de setembro.

Fontes:
Fotografia online, Olhares, 19 de Maio de 2010, www.olhares.aeiou.pt
Miranda, Jorge. Soajo Lindoso – Cultura, Património e Natureza. I.F. – Comunicação & Imagem, 2001
Panoramio, 19 de Maio de 2010, www.panoramio.com

Gastronomia

A Gastronomia da região é rica e saborosa e pode ser degustada em vários restaurantes.


Broa

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Pão de milho e de centeio e, por vezes, de trigo, preparado com fermento natural e cozido em forno de lenha. De forma redonda ou elíptica, côdea amarelo torrado e miolo de cor clara, pesando cerca de 1,5 kg.

A broa prepara-se durante todo o ano e graças ao seu teor de humidade conserva-se durante uma semana em local seco envolta num pano. Pode adquirir-se em diversas padarias do munícipio de Arcos de Valdevez oujunto de um produtor individual.

Papas de Sarrabulho

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Prato feito à base de carnes desfiadas (vaca, porco e galinha), sangue de porco e miolo de pão de trigo. Pode-se saborear este prato em diversos restaurantes, particularmente no Inverno, ou por encomenda nos restantes meses do ano.

Caldo de Farinha

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Sopa feita à base de feijão, couves, farinha de milho e, por vezes, batata temperada com um pouco de qualquer carnes de salgadeira. É habitual confecionar o Caldo de Farinha, sobretudo no Inverno. É uma sopa nitritiva e muito saborosa que se pode degustar em vários restaurantes da zona no Inverno, por encomenda ou no fim-de-semana gatronómico.


Cozido à Minhota


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É um prato tradicional composto por carnes de vaca, de porco e de galinha, produtos do fumeiro, couves, batata e, eventualmente, outros legumes como o nabo e a cenoura. O Cozido à Soajeiro tem a particularidade de incluir feijão.

O Cozido constitui um dos pratos mais antigos confecionado pelos homens desde a domesticação do fogo. De facto, o modo de preparação e de confeção do cozido mantêm-se inalterados desde tempos imemoriais: uma panela com água sobre o lume onde cozem lentamente os diversos produtos de cada zona.

O Cozido combina em si próprio todos os elementos fundamentais da vida: o fogo, a água a terra (através dos ingredientes) e o tempo (lento da cozedura). Simboliza ainda a casa, pois representa a unidade em torno da qual tudo se organiza: o fogo ou lume, centro da casa, centro do mundo. A panela de ferro de três pés onde é tradicionalmente confecionado participa dessa representação da casa, pois é o utensílio fundamental de todos os lares, ricos ou pobres.

Prato completo e equilibrado, combinando carnes e legumes ao longo duma cozedura lenta que mantém todos os nutrientes, o Cozido simboliza o alimento único e total, constituindo-se quase com um mito. O Cozido simboliza ainda a economia doméstica, pois uma boa dona de casa é a que sabe gerir a despensa de modo a assegurar a alimentação da família ao longo de todo o ano. Cozendo quase sem vigilância, este prato, na sua versão mais pobre, tinha o seu lugar no quotidiano das populações camponesas.

A versão atual, mais rica em carnes, corresponde ao Cozido das festas, onde a carne marcava a abundância dos dias excecionais. Constituindo um prato único, pode, no entanto, repartir-se em três: sopa, os legumes e a carne de cozedura utilizado para outras preparações culinárias, como a Sopa Seca.


Rojoada

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O termo rojoada refere-se, na realidade, à refeição que integra as tradições alimentares que têm lugar por ocasião da matança do porco. É uma refeição farta e composta por diversos pratos. Assim, temos os rejões propiamente ditos, constituidos por carne de porco frita, tripa enfarinhada, bicas ou belouras, batatinhas cozidas e rijadas no pingue, e o verde (sangue de porco cozido). São estes os elementos que integram o prato que é comum designar por rojoada.

É possivel degustar este prato típico da região, particularmente no Inverno, em diversos restaurantes do concelho. Alguns dos locais aceitam igualmente encomenda.

Lampreia

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As lampreias que sobrem as águas frias dos rios Lima, Vez, Cávado e Minho são muito apreciadas em toda a regão do Alto Minho e constituem uma especialidade gastronómica que merece deslocações específicas por parte dos verdadeiros gastrónomos.
A época da pesca da lampreia ocorre entre o meado do Inverno até ao início da Primavera.

Uso tradicional
Nesta zona, a lampreia é utilizada sobretudo para fazer a “Lampreia com Arroz” e a “Lampreia à Bordalesa”. Mas faz-se também sopa, escabeche, assada no espeto e em pataniscas.

Vinhos da Região

São néctares da região os vinhos verdes brancos e tintos. Na carta de vinhos de todos os restaurantes e casas de pasto do concelho, poderá encontrar os vinhos verdes produzidos na região e acompanhar os pratos regionas que mais apreciar. Poderá ainda adquirir o vinho do concelho em vários produtores individuais, para além de estabelecimentos de venda.

Doces Regionais

Charutos dos Arcos

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Provavelmente de origem conventual, este doce constitui um dos ex-libris da doçria arcuense. De forma cilíndrica, semelhante a um charuto com 8 a 10 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro. O invólucro exterior é feito de massa de hóstia ou obreia e o recheio é de textura cremosa, preparado à base de gemas e açucar. O seu peso é de cerca de 40g e vende-se à unidade. O nome está registado pela Doçaria Central, desde 1963, embora a receita seja mais antiga, e o segredo permanece bem guardado. Pode-se adquirir charutos dos arcos durante todo o ano na Doçaria Central e noutras pastelarias e estabelecimentos comerciais da vila de Arcos de Valdevez.

Rebuçados dos Arcos

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Uma outra especialidade da doçaria regional, provavelmente de origem popular, preparados a partir de uma calda de açucar levada a ponto de rebuçado dourado e, depois, moldados na forma de uma vara ou cilindro cortada em pedaços de cerca de 3 cm de comprimento. Embrulham-se em papel de seda de cor clara e são vendidos à unidade. Podem ser adquiridos na Doçaria Central e noutras pastelarias e estabelecimentos de Arcos de Valdevez.

Bolos de Festa

Os bolos de festa, também chamados “bolos brancos ou amarelos” ou “bolos de gema”, são bolos pequenos, de forma circular, baixos, preparados com uma massa leve, tipo pão-de-ló, à base de ovos, açucar e farinha, o que lhes confere uma forte cor amarela. Atualmente, este bolos fazem parte de todas as mesas das festas tradicionais do concelho, especialmente, na Páscoa. Vendem-se a peso durante todo o ano. Podem adquirir-se em pastelarias e estabelecimentos comerciais de Arcos de Valdevez e nas festas e romarias do concelho.

Fonte:
Barcelos Digital, 21 de Maio de 2010, www.barcelos-digital.com
Clube dos Vinhos Portugueses, 21 de Maio de 2010, clubevinhosportugueses.wordpress.com
Cozinha Minhota, 21 de Maio de 2010, cozinhaminhota.blogspot.com
Olhares, 21 de Maio de 2010, br.olhares.com
PROENÇA, Maria; SARAIVA, Ana do Rosário; MARTINS, Susana. Os Lugares do Gosto Roteiro Gastronómico de Arcos de Valdevez. CMAV e ARDAL, ISBN: 972-99202-2-4, 2004

Artesanato

Tradicionalmente as atividades artesanais destinavam-se a garantir o auto-abastecimento das comunidades rurais. As fibras vegetais e animais desde nuito cedo foram usadas para a produção de artesanato. As chancas e os pipos de madeira, as croças de junco e as capas de burel, as camisas e toalhas de linho, os cobertores de lã e as mantas de retalho, constituíam produtos necessários à existência quotidiana. A lã e o linho eram as fibras mais usadas. As mulheres, nas horas vagas das tarefas agrícolas e domésticas, dedicavam-se à sua preparação enquanto os homens trabalhavam as fibras no engenho e nos pisões. Com o desenvolvimento industrial e das sociedades o artesanato entrou em profunda decadência: apareceram produtos mais baratos, mais funcionais e melhor acabados, muita mão-de-obra jovem emigrou retirando produtores e consumidores destes produtos, as preferências e hábitos de consumo alteraram-se. Nos últimos anos têm surgido iniciativas que procuram recuperar o prestígio perdido pela produção artesanal. Atualmente, existe uma loja de artesanato na vila do Soajo assim como pequenos produtores de mel, enchidos, presuntos, tecelagens, rendas e bordados, espalhados pela região.

Fonte: Miranda, Jorge. Soajo Lindoso – Cultura, Património e Natureza. I.F. – Comunicação & Imagem, 2001

Raças Autóctones da Região

Cabra bravia

Tem coloração predominantemente preta e castanha, cabeça triangular, cornos finos e ligeiramente curvados pras trás. Machos e fêmeas possuem barba. A sua alimentação baseia-se na vegetação espontânea que cresce nos montes e planaltos.

Garrano

Raça de cavalos selvagens característica das serras minhotas. Têm pelagem castanha comum com tendência para o escuro, membros aprumados, curtos mas grossos e fortes, pescoço curto e grosso, crina farta, cabeça fina mas vigorosa, olhos redondos, narinas largas e orelhas médias. No Inverno abrigam-se nas áreas mais baixas da serra, ricas em pastos, subindo ao cimo dos montes no Verão.

Barrosã

Uma raça bovina típica do Minho e Trás-os-Montes muito apreciada pela qualidade da sua carne. De cor castanha clara, a tender para a cor de palha, o tom acerejado é, no entanto, o mais frequente. Tem pescoço curto, reforçado no bordo superior junto à cernelha. O peito é largo e descido, cabeça larga e curta exibindo os característicos cornos em forma de lira.

Ovelha Bordaleira

A ovelha bordaleira é resultado da herança genética de outras populações ovinas e da alimentação adotada. Tem cor branca, cabeça pequena e adelgaçada para o focinho, orelhas curtas e horizontais, o perfil fronto-nasal é reto, os cornos são curtos e de espiral incompleta.

Fonte: Miranda, Jorge. Soajo Lindoso – Cultura, Património e Natureza. I.F. – Comunicação & Imagem, 2001

Flora

O património botânico nesta área é variado e rico. Podemos observar belíssimas manchas de tojais, urzais, carvalhais, vidoeiros, amieiros, castanheiros, entre muitas outras espécies. Nas zonas mais elevadas podem ser encontrados locais permanentemente alagados, onde se encontram plantas carnívoras como a orvalhinha. Outras espécies: musgos, líquenes, cogumelos e azevinho.

Fonte: Miranda, Jorge. Soajo Lindoso – Cultura, Património e Natureza. I.F. – Comunicação & Imagem, 2001